sábado, 29 de agosto

Sinaceg: Tecnologia amplia monitoramento e antecipa riscos em rodovias concedidas

Uma rodovia já pode ser inspecionada sem que uma equipe esteja fisicamente no local.

Drones, câmeras, sensores e sistemas de inteligência artificial ampliam o monitoramento das estradas concedidas e permitem identificar acidentes, obstáculos na pista e alterações em pontes, encostas e no pavimento.

A inspeção presencial continua necessária, mas passou a contar com ferramentas capazes de alcançar pontos de difícil acesso e produzir informações em tempo real.

Drones auxiliam na vistoria de grandes estruturas, câmeras observam o tráfego, estações meteorológicas registram mudanças no tempo e sensores fornecem dados sobre a infraestrutura.

Sistemas de inteligência artificial também podem analisar imagens e apontar situações que exigem atenção.

Para que essas informações circulem, conectividade é fundamental. Fibra óptica, redes móveis e 5G permitem transmitir dados da estrada aos Centros de Controle Operacional (CCOs), responsáveis por acompanhar o tráfego e coordenar respostas a acidentes, interdições e outras ocorrências.

A faixa de domínio das rodovias também pode receber redes, sensores e equipamentos ligados a esses serviços.

Para quem trabalha diariamente nas estradas, porém, detectar um problema é apenas parte da equação.

“Quem está dirigindo precisa saber o que vai encontrar pela frente. Um alerta sobre acidente, interdição, chuva forte ou problema na pista permite reduzir a velocidade, rever o trajeto ou procurar um local seguro”, afirma José Ronaldo Marques da Silva, o Boizinho, presidente do Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg), entidade patronal que reúne mais de 5 mil profissionais especializados no transporte de veículos zero quilômetro no país.

Da central para a estrada

Entre detectar uma ocorrência e evitar um acidente existe um fator decisivo: tempo.

Depois que um problema é identificado, a informação precisa provocar uma resposta e, quando necessário, chegar rapidamente a quem está na rodovia.

Painéis de mensagens, aplicativos, canais das concessionárias e sistemas de navegação podem encurtar esse caminho.

A antecedência é especialmente importante para veículos pesados, que precisam de maior distância para reduzir a velocidade e têm menor margem para manobras repentinas.

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Para o diretor regional do Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg), Márcio Galdino, quem percorre longas distâncias percebe na prática o valor de receber uma informação com antecedência..

“Na estrada, receber uma informação alguns quilômetros antes faz diferença. Se o motorista sabe que há um acidente, uma obra ou um bloqueio à frente, consegue reduzir a velocidade e se preparar. Para quem trabalha todos os dias na rodovia, esse tempo de reação significa segurança”, afirma Galdino.

Os dados coletados também podem orientar inspeções e manutenção.

Ao identificar alterações na infraestrutura, as concessionárias conseguem direcionar equipes aos pontos que exigem atenção e agir antes que determinados problemas se agravem.

A tecnologia, porém, não substitui conservação do pavimento, sinalização adequada, fiscalização e atendimento operacional. Ou seja, a presença do homem na gestão da infraestrutura permanece.

“Para quem vive na estrada, o resultado aparece na prática: pista em boas condições, informação rápida e atendimento quando necessário. Tecnologia precisa significar prevenção e segurança para quem está ao volante”, afirma Boizinho.

Com a expansão dos sensores, da inteligência artificial e da conectividade, aumenta a capacidade de acompanhar o que acontece nas rodovias.

Para o motorista, o efeito desse avanço depende de uma medida concreta: o tempo entre a identificação de um risco, o alerta e a resposta na estrada.

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