sábado, 29 de agosto

Diabetes tipo 1 em adolescentes: diagnóstico precoce pode salvar vidas

O diagnóstico de Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1) costuma ocorrer na infância e na adolescência, período em que pais e responsáveis nem sempre reconhecem os primeiros sinais da doença.

Por se desenvolver de forma rápida e exigir tratamento imediato, o conhecimento dos sintomas é fundamental para evitar complicações graves.

Segundo a Profa. Dra. Mariana Cristina Cabral Silva, professora e coordenadora do curso de Biomedicina do Centro Universitário Fundação Santo André, o diabetes tipo 1 é uma doença autoimune que não está relacionada ao consumo excessivo de açúcar ou à obesidade, como muitas pessoas imaginam.

“No diabetes tipo 1, o próprio sistema imunológico ataca as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina. Como consequência, o organismo deixa de produzir esse hormônio, indispensável para controlar os níveis de glicose no sangue.”

O que é o Diabetes tipo 1?

A insulina é responsável por permitir que a glicose entre nas células e seja utilizada como fonte de energia. Quando ela não é produzida em quantidade suficiente, a glicose permanece circulando no sangue, provocando hiperglicemia.

Ao contrário do diabetes tipo 2, o diabetes tipo 1 geralmente surge de forma repentina e necessita de tratamento com insulina desde o diagnóstico.

“É uma condição crônica, mas que pode ser controlada. Com tratamento adequado, acompanhamento médico e hábitos saudáveis, adolescentes com diabetes tipo 1 podem ter excelente qualidade de vida.”

Quais são os primeiros sinais?

Os sintomas costumam aparecer rapidamente e merecem atenção quando persistem por alguns dias.

Os principais sinais são:

  • sede intensa e constante;
  • aumento da frequência urinária;
  • perda de peso sem causa aparente;
  • aumento do apetite;
  • cansaço excessivo;
  • visão embaçada;
  • irritabilidade;
  • dificuldade de concentração.

Em alguns casos, o primeiro diagnóstico acontece após um quadro de cetoacidose diabética, uma complicação grave caracterizada por náuseas, vômitos, dor abdominal, respiração acelerada e alteração do nível de consciência.

“Quando um adolescente apresenta muita sede, emagrece rapidamente e passa a urinar diversas vezes ao dia, é importante procurar atendimento médico imediatamente. O diagnóstico precoce pode evitar complicações potencialmente fatais.”

É possível prevenir?

Segundo a Profa. Mariana, atualmente não existe uma forma comprovada de prevenir o diabetes tipo 1, pois sua origem está relacionada principalmente a fatores genéticos e imunológicos.

Entretanto, é possível prevenir suas complicações por meio do diagnóstico precoce e do tratamento adequado.

“O que conseguimos prevenir são as consequências da doença. Quanto mais cedo ela for identificada, menores serão os riscos de complicações agudas e melhor será o controle da glicemia.”

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é realizado por meio de avaliação clínica e exames laboratoriais, como:

  • glicemia em jejum;
  • hemoglobina glicada (HbA1c);
  • glicemia casual;
  • exames complementares quando necessários.

Em alguns casos, o médico pode solicitar exames para identificar autoanticorpos relacionados ao Diabetes tipo 1.

O tratamento vai além da insulina

Embora a aplicação de insulina seja indispensável, o tratamento também envolve uma série de cuidados diários.

Entre eles estão:

  • monitoramento frequente da glicemia;
  • alimentação equilibrada;
  • prática regular de atividade física;
  • acompanhamento médico e nutricional;
  • educação em diabetes para o paciente e sua família.

“Hoje existem tecnologias como sensores contínuos de glicose e bombas de infusão de insulina que vêm melhorando significativamente a qualidade de vida dos pacientes.”

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O apoio da família faz toda a diferença

Na adolescência, o diagnóstico costuma gerar medo, insegurança e muitas dúvidas.

Por isso, o apoio familiar e o acompanhamento multiprofissional são fundamentais.

“O adolescente precisa compreender que o diabetes não impede a prática de esportes, os estudos ou a realização de seus projetos de vida. Com informação e acompanhamento adequado, é possível viver plenamente.”

O papel da Biomedicina

A Biomedicina desempenha papel importante no diagnóstico, monitoramento e pesquisa sobre Diabetes.

Os biomédicos atuam em análises laboratoriais, estudos sobre mecanismos imunológicos, desenvolvimento de novas tecnologias diagnósticas e pesquisas voltadas ao tratamento da doença.

“A ciência tem proporcionado avanços importantes no entendimento do Diabetes tipo 1. Novos medicamentos, tecnologias de monitoramento e pesquisas sobre imunoterapia trazem perspectivas cada vez mais promissoras para os pacientes.”

Informação salva vidas

Para a Profa. Dra. Mariana Cristina Cabral Silva, ampliar o conhecimento da população sobre os sintomas do Diabetes tipo 1 é uma das principais estratégias para reduzir complicações.

“Pais, responsáveis, professores e profissionais de saúde precisam conhecer os sinais da doença. O diagnóstico precoce faz toda a diferença no início do tratamento e na qualidade de vida dos adolescentes. Informação continua sendo uma das ferramentas mais importantes para proteger a saúde.”

Informações institucionais

O Centro Universitário Fundação Santo André, Fundação Pública Municipal, tem mais de 70 anos, 100.000 alunos formados e conta com mais de 100 laboratórios, tem NOTA MÁXIMA 5 institucional junto ao MEC e conta com cursos na área de Direito, Negócios, Engenharia, Arquitetura, Química, Ciência da Computação, Ciência de Dados e IA, TI, Psicologia, Biomedicina dentre outros.

A Fundação Santo André conta com diversos programas de bolsa de estudos com o intuito de democratizar o ensino superior do País.

Mais informações: https://www.fsa.br/vestibular

 

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