terça-feira, 12 de maio

São Caetano envia à Câmara proposta que reajusta salário dos servidores públicos em 5,1%

A Prefeitura de São Caetano encaminhou à Câmara Municipal nesta terça-feira (12) a proposta do dissídio do funcionalismo público para 2026.

O texto prevê que os servidores públicos municipais tenham os salários reajustados em 5,1%.

O percentual é maior do que a inflação dos últimos 12 meses, de 3,81%, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), garantindo aumento real de 1,3%.

O projeto de lei estabelece que o reajuste passe a vigorar retroativamente a 1º de maio.

A medida contempla os 5.845 funcionários concursados da Prefeitura. O menor salário passará a ser de R$ 3.046,22.

“Nossa meta é construir uma administração pública cada vez mais moderna, eficiente e capaz de oferecer serviços de qualidade, contribuindo para o bem-estar e desenvolvimento de todos os cidadãos de São Caetano. E a valorização do funcionalismo público é essencial para que consigamos atingir esse objetivo”, ressalta o prefeito.

A proposta foi construída em conjunto com o Sindserv-SCS (Sindicato dos Servidores Públicos e Autárquicos em São Caetano do Sul).

Com a medida, a Prefeitura afirma que “continua ampliando a política de valorização dos profissionais”.

Na Saúde, após 9 anos sem reajustes salariais, os 2.270 profissionais da Fundação do ABC receberam neste ano o dissídio, que varia de 5% a 5,32%, dependendo da categoria.

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Os acordos, pactuados entre a Fundação do ABC, trabalhadores e sete sindicatos, foi possível em virtude da reorganização orçamentária da Prefeitura.

Em janeiro os guardas civis municipais tiveram o vale-refeição reajustado de R$ 22 para R$ 35, além da extinção do desconto escalonado que incidia sobre o VR de acordo com a faixa salarial do servidor.

Assim, em alguns casos, o reajuste chegou a 220%. Já a gratificação por risco de vida passou de R$ 1.583,48 para R$ 1.818,09 (acréscimo de 14,8%).

Em abril deste ano os agentes de trânsito também tiveram o vale-refeição reajustado de R$ 22 para R$ 35, nos mesmos moldes dos guardas civis municipais.

Já na Educação, a Prefeitura concede abono para cerca de 4 mil profissionais da Rede Municipal.

Lei aprovada em dezembro de 2025 estabeleceu valores que variam de R$ 350 a R$ 1.100 mensais (diretores e coordenadores das escolas) e de R$ 350 a R$ 925 mensais (professores), pagos em 12 parcelas, de janeiro a dezembro de 2026.

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