A primeira edição da Feira de Artesanato Mulheres de Ouro Fino, realizada neste domingo (1º), reuniu mulheres empreendedoras de diferentes segmentos no espaço da tradicional feira livre de Ouro Fino Paulista.
O local, que já faz parte da rotina da comunidade, ganhou novos significados ao receber histórias de mulheres que, entre a maternidade, a superação e a busca por novas oportunidades, levam sua arte, talento e trabalho para as ruas da cidade.
A primeira edição reuniu expositoras com produtos de diferentes segmentos da economia criativa, incluindo peças em crochê, macramê, bordados, bijuterias, velas aromáticas, sabonetes artesanais, artigos decorativos, roupas, acessórios, doces e alimentos artesanais.
Entre as expositoras está Emily Bueno, 45 anos, moradora de Ouro Fino Paulista, empreendedora que transformou receita criada com a ajuda da tia em uma oportunidade de renda.
A farofa, inicialmente preparada para acompanhar feijoada e outros pratos, ganhou novos sabores a partir dos pedidos de amigos e familiares e, há três anos, tornou-se seu empreendimento materno.
“Eu fui buscando maneiras de trazer algo para agregar na receita de casa. Quando vi que as pessoas gostaram e começaram a me pedir, fui investindo nisso. Hoje é o meu empreendimento materno”, conta.
A empreendedora explica que o negócio também surgiu como uma forma de conciliar trabalho e maternidade.
Para ela, iniciativas que aproximam mulheres empreendedoras são importantes não apenas para ampliar a divulgação dos produtos, mas também para criar uma rede de apoio e troca de experiências.
“Quando a gente foi para esse grupo do projeto Mulheres de Ouro Fino, tivemos a oportunidade de conversar com outras pessoas e trocar muitas experiências. Uma foi ajudando a outra, com dicas sobre estrutura, barraca, mesa e divulgação. O fortalecimento do empreendimento é uma coisa muito importante nesse tipo de iniciativa”, destaca.
Idealizadora do projeto Mulheres Empreendedoras, Deise Monteiro conta que a iniciativa surgiu a partir de sua experiência com artesãos e cursos gratuitos voltados à comunidade de Ouro Fino.
A relação com o artesanato, no entanto, também nasceu de uma experiência pessoal de superação.
Após enfrentar um período delicado de saúde e retirada de tumores, Deise encontrou no pontilhismo uma forma de ocupar o tempo, se expressar e se reconstruir.
Desde 2014, mantém a prática, que passou a fazer parte de sua trajetória.
A ideia de criar uma feira na região foi elaborada inicialmente por volta de 2018, mas acabou sendo deixada de lado.
Neste ano, o projeto foi retomado e ganhou a participação de mulheres empreendedoras e artesãs da região.
Para ela, a proposta também busca criar uma rede de apoio, estimular a divulgação dos trabalhos e oferecer um espaço de convivência e troca entre as participantes.
“O principal ponto é que isso também é uma terapia para essas mulheres. Cada uma tem uma história. Algumas estão fazendo para sustentar a casa, outras para sair de algum problema. Elas precisam mostrar o que fazem e precisam ser elogiadas”, destaca.
A proposta é que a Feira Mulheres de Ouro Fino tenha continuidade e passe a acontecer uma vez por mês.
As próximas edições devem continuar sendo realizadas no espaço da tradicional feira livre de Ouro Fino Paulista, na Rodovia Índio Tibiriçá (SP-031).






