segunda-feira, 20 de abril

“Nova licença-paternidade reforça papel do pai na família”, afirma especialista da FSA

A recente aprovação, pelo Senado Federal, do projeto que amplia a licença-paternidade no Brasil marca um avanço importante nas políticas de proteção à família e ao trabalho.

A proposta prevê o aumento gradual do período de afastamento dos atuais 5 dias para até 20 dias, com implementação progressiva a partir de 2029.

Para a Profa. Me. Juliana Pereira, professora do curso de Direito e ouvidora do Centro Universitário Fundação Santo André, a mudança representa um avanço jurídico e social significativo.

“A ampliação da licença-paternidade fortalece o vínculo familiar, promove maior equilíbrio na divisão de responsabilidades e contribui para a proteção integral da criança nos primeiros dias de vida”, explica a professora.

O que muda na licença-paternidade

Atualmente, a legislação brasileira garante 5 dias corridos de licença-paternidade.

Com a nova proposta, esse prazo será ampliado gradualmente:

– 10 dias a partir de 2027
– 15 dias a partir de 2028
– 20 dias a partir de 2029

Além disso, o projeto prevê a criação do chamado salário-paternidade, com remuneração integral durante o período de afastamento, custeado pela Previdência Social.

Outro ponto relevante é a possibilidade de dividir a licença em dois períodos, ampliando a flexibilidade para o trabalhador e sua família.

Direito que vai além do trabalho

Segundo a especialista, a ampliação da licença-paternidade deve ser entendida não apenas como um direito trabalhista, mas como uma política de desenvolvimento social.

“Quando o pai participa mais ativamente dos cuidados iniciais com o filho, há impactos positivos no desenvolvimento da criança, no apoio à mãe e na construção de relações familiares mais equilibradas”, destaca a Profa. Juliana.

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A medida também contribui para a promoção da igualdade de gênero, ao incentivar uma divisão mais justa das responsabilidades parentais.

Impactos para empresas e sociedade

Para as empresas, a mudança exige adaptação, mas também pode trazer benefícios organizacionais, como:
– maior engajamento dos colaboradores;
– fortalecimento da cultura organizacional;
– retenção de talentos;
– promoção de políticas de diversidade e inclusão.

“Empresas que adotam práticas mais humanizadas tendem a ter melhores resultados. A licença-paternidade ampliada é um exemplo de política que beneficia tanto o trabalhador quanto o ambiente corporativo”, afirma.

Avanço jurídico e social

A ampliação da licença-paternidade também atende a uma demanda histórica da sociedade e a determinações jurídicas que apontavam a necessidade de regulamentação mais adequada desse direito.

Para a Profa. Juliana, o avanço demonstra uma evolução importante na legislação brasileira.

“Estamos caminhando para um modelo mais moderno de proteção à família, em que o cuidado com os filhos é compartilhado. Isso reflete uma mudança cultural e jurídica relevante”, conclui.

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