A sexta-feira e o sábado, dias 5 e 6 de junho, foram marcados pela ansiedade e expectativa de uma legião de fãs de música eletrônica, que se reuniu para mais uma edição do festival “Só Track Boa”.
O evento, que já se tornou uma tradição anual, atrai expressivamente moradores das cidades do ABC.
“Eu me sinto livre por dois dias para dançar como quero, me vestir de forma única e, claramente, encontrar pessoas dispostas a viver isso na mesma intensidade que eu. Definir esse evento é impossível, mas posso dizer que é um retorno à infância — já que é o que mais se aproxima da tradução desses dois dias”, descreve Pedro Henrique, de 21 anos, morador de Diadema.
Além dos sentimentos de nostalgia e liberdade citados pelos participantes, há quem aponte o festival como o único grande encontro brasileiro capaz de entregar uma estrutura de palcos comparável à de grandes marcas internacionais que também ocupam a capital paulista.
E por falar em palco, a edição mantém a estrutura de quatro, com propostas e identidades visuais distintas para garantir a diversidade sonora e uma experiência imersiva ao público.
O palco principal, “NSD (Never Stop Dancing),” presta homenagem à sua versão de 2023 em um formato ampliado e traz os momentos mais emblemáticos do evento, como a tradicional queima de fogos. Já o “Oca” estreia com uma identidade totalmente nova e formato circular, focando no aspecto sensorial e na conexão entre as pessoas por meio da ancestralidade musical.
Os outros dois palcos trazem abordagens focadas em nichos específicos e nas origens do festival. O “LuvLab” se consolida como um espaço de liberdade criativa e experimentação voltado à pluralidade cultural brasileira, destacando o funk nacional em seu line-up. Por fim, o inédito palco “Organic” aposta em uma estética minimalista e humana, valorizando as raízes e reunindo artistas que marcaram a trajetória de mais de uma década.
“Foi a minha primeira vez no festival, não sabia o que me esperava, mas com certeza eu fui surpreendida de uma forma positiva. Estou em processo de gostar da música eletrônica e ter visto a magnitude do som e palcos- me fizeram ter certeza que é um estilo que eu quero consumir mais”, celebra a visitante de São Bernardo do Campo, Bruna Litnizinger.
Line-up. 2026
Com grandes nomes da música eletrônica nacional e internacional, mesclando referências consagradas, colaborações inéditas e destaques da nova geração. A lista de artistas que vão liderar esta edição é:
Adam Sellouk, Above & Beyond, Albuquerque, Amine Edge, Analu, Artbat, Ashibah, Avante, Bakka, Bauhouse, Bedouin, Beltran, Ben Sterling, Bonekinha Iraquiana, Boris Brejcha, Brisotti (Casa Bonita), Bruno Be, Buja, Camila Jun, Carola, Cesar Nardini, Chediak, Classmatic, Clementaum, Colyn, Curol, D.Silvestre, Damian Lazarus, Deekapz, Delcu, Departamento, Dixon, DJ Anderson do Paraiso, DJ Dayeh, Doozie, Due, Eli Brown, Eli Iwasa, Evehive, Fancy Inc, Fran Bortolossi, Fuzil, Gabe, Gabss, Gartzza, Giu, Halfcab, Iamlope$$$, Illusionize, Jackson, JLZ, Jørd, Kevin de Vries, Kobosil, Kolombo, Liu, Loulou, Magdalena, Malu, Max Styler, Maz, Meca, Meriva, Mila Journée, Mochakk (teve problemas de saúde), Nocapz., Nora, Pricila Diaz, Ramon Sucesso, Riascode, Roddy Lima, Sammy Virji, Solarce Brothers, Sterium, Tato, The Martinez Brothers, Tripolism, Valentina Luz, Vegas x Blazy, Victor Lou, Vintage Culture, Viot, Volkoder, Young Clubber.







