As duas cooperativas de reciclagem de São Bernardo receberam na tarde desta quinta-feira (24) o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) de agosto, no valor total de R$ 127.546,24, período no qual os trabalhadores separaram 729 toneladas de materiais que podem ser reaproveitados.
Segundo o levantamento preparado pela Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Proteção Animal, o valor repassado pela Prefeitura nos últimos 12 meses (de setembro de 2025 a agosto de 2026) chegou a R$ 1.467.370,92.
Ao longo de agosto, as cooperativas coletaram 685 toneladas de materiais.
A Cooperativa Cooperluz, que conta com 51 cooperados, somou 406 toneladas e recebeu da Prefeitura pouco mais de R$ 73 mil pelos serviços prestados.
Já a Reluz, que conta com 40 trabalhadores – seis deles que ingressaram na cooperativa no último mês -, separou 279 toneladas, o que rendeu repasse de quase R$ 52 mil à cooperativa.
Oportunidade
Entre os cooperados da Reluz está Davi Silas da Silva, ex-catador que há quatro meses foi convidado pelo presidente para integrar o quadro de cooperados.
“O Cláudio (como Claudemir é chamado) perguntou se eu queria trabalhar, mas ali, de momento, não quis aceitar porque conseguia dinheiro no dia para poder comer. Mas ele insistiu e me convenceu a ir até a cooperativa. Fui para conhecer, fiz a entrevista, trabalhei, gostei do serviço e já estou lá há quatro meses. Fui recebido e abraçado com carinho por todos”, relembrou.
“Não pretendo sair e tenho orgulho do trabalho que faço. Agora quero voltar a estudar (parou no 6º ano do Fundamental) e, se Deus quiser, ainda vou ser advogado, que é meu sonho”, disse o rapaz de 25 anos, que mora sozinho no Três Marias, na região do Cooperativa, bairro onde a família reside.
Davi, inclusive, foi chamado e cumprimentado pelo prefeito Marcelo Lima durante o evento de entrega dos cheques referentes ao repasse, realizado na tarde desta quinta-feira (24/9) no Salão Nobre do Paço Municipal.
Antes, o chefe do Executivo voltou a pedir aos cooperados que sigam o exemplo do presidente da Reluz e tentem convencer outros catadores a trocar as ruas pelas cooperativas.
Também reforçou a importância do trabalho que realizam para a proteção do meio ambiente, geração de emprego e renda.
“Estou muito feliz com sua decisão de trocar as ruas pelo trabalho na cooperativa, porque tem mais segurança, horário fixo, vestiário, equipamentos de segurança e pagamento em dia. Quero que continue com a gente, retome os estudos e realize seus sonhos. Nada de voltar para as ruas. Daqui é cada vez mais para frente”, disse o chefe do Executivo, que tinha ao lado os secretários de Serviços Urbanos, Luiz Bortoletto, e de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Proteção Animal, Ronaldo Perrucci. Também estavam presentes o adjunto, Matheus Graciosi, e profissionais da SEMAS que cuidaram da organização do evento.
O repasse às cooperativas leva em conta o volume de material triado, uma vez que a Prefeitura paga atualmente R$ 185,96 por tonelada – eram R$ 123,13 até a gestão Marcelo Lima reajustar o valor em 51%, em maio de 2025.







