sábado, 18 de abril

Santo André: Moeda Verde chega a 80% das comunidades com estreia na Vila Metalúrgica

Os programas Moeda Verde e Moeda Pet, duas das principais políticas públicas socioambientais de segurança alimentar e sustentabilidade de Santo André, alcançaram uma marca histórica nesta sexta-feira (17).

Com a inauguração do 36º ponto de troca, na Vila Metalúrgica, as iniciativas passam a estar presentes em 80% dos territórios vulneráveis da cidade, ou seja, com domicílios que apresentam renda per capita de até meio salário mínimo, impactando direta e indiretamente cerca de 150 mil pessoas.

O novo ponto de troca tem potencial para atender mais de 500 domicílios da região.

Ao todo, 106 comunidades andreenses já são beneficiadas pela troca de materiais recicláveis por alimentos hortifrúti ou ração animal, por meio do programa Moeda Pet.

A estreia na Vila Metalúrgica contou com a participação do prefeito Gilvan Ferreira, do secretário de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Edinilson Ferreira dos Santos, além do assessor do prefeito de Serra Negra, Lucas Bacchiega.

Na cidade de Serra Negra, inclusive, a Câmara Municipal aprovou a instituição do Moeda Verde e, agora, a iniciativa aguarda a regulamentação para iniciar a operação do serviço aos cidadãos serranos.

Além do programa, a comunidade da Vila Metalúrgica está sendo contemplada com obras de drenagem, esgoto e, em breve, de asfalto.

A próxima etapa é a regularização fundiária dos imóveis, processo que já começou.

“Mais do que programa, mais do que obra, mais do que concreto, a gente traz pra cá dignidade para as pessoas. Cuidando delas é assim que temos feito em cada canto da cidade”, disse o prefeito Gilvan Ferreira.

Reconhecido pela Fundação Banco do Brasil como uma tecnologia social, o Moeda Verde destaca-se por ser uma solução desenvolvida com a participação direta da comunidade, sendo de fácil replicabilidade.

Sua atuação é transversal, ou seja, ao mesmo tempo em que amplia os índices de reciclagem e sensibiliza a população sobre o descarte correto de resíduos, o programa aumenta a vida útil do Aterro Sanitário Municipal e garante comida saudável na mesa de quem mais precisa.

“Esta política pública vai além do meio ambiente, ela é um braço fundamental do cuidado com as pessoas. Levar frutas, legumes e verduras para comunidades que enfrentam insegurança alimentar é transformar o resíduo em dignidade”, destacou o secretário de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Edinilson Ferreira dos Santos.

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Desde o seu lançamento, em novembro de 2017, o Moeda Verde já retirou das ruas e encaminhou às cooperativas de reciclagem de Santo André mais de 2,3 mil toneladas de resíduos secos.

Em contrapartida, essa mobilização comunitária resultou na distribuição de mais de 460 toneladas de alimentos frescos e saudáveis.

O Moeda Pet foi criado em 2019 e, de lá pra cá, destinou quase 1 milhão de garrafas PET à reciclagem.

Em troca, mais de 48 mil quilos de ração já foram entregues à população, garantindo bem-estar animal.

A mecânica do Moeda Verde é simples e eficiente.

A cada cinco quilos de resíduos recicláveis (como papel, papelão, plástico, vidro e metal), o morador recebe um quilo de hortifrúti.

No caso do Moeda Pet, a proporção é de um quilo de garrafas plásticas para um quilo de ração para cães e gatos (em média, um quilo de plásticos equivale a 20 garrafas de dois litros).

No Núcleo Vila Metalúrgica, os programas ocorrerão na Rua Seul, a cada duas semanas, sempre às terças-feiras.

Mais informações sobre as duas iniciativas, bem como a agenda de trocas, estão disponíveis no site www.semasa.sp.gov.br/moedaverde.

-| Texto: Paloma Alvarez
imprensasemasa@santoandre.sp.gov.br / 4433-9003
-| Fotos: Eduardo Merlino/PSA

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