A região do ABC deverá receber R$ 3,5 bilhões em investimentos em saneamento até 2029, como parte do plano estratégico da Sabesp para antecipar a universalização dos serviços de água e esgoto.
Os recursos foram apresentados durante mais uma edição do Sabesp Presente, iniciativa que reúne municípios, companhia e órgãos de governança para acompanhar obras, investimentos e metas previstas no contrato.
Desde 2023, mais de R$ 1,48 bilhão já foi investido na região, que reúne os municípios de Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Santo André e São Bernardo e Diadema.
Com o plano estratégico da companhia para antecipar a universalização dos serviços de água e esgoto para 2029, o ABC deverá contar, até o fim do período, com mais de R$ 2 bilhões destinados à ampliação do saneamento e à melhoria das redes de água e esgoto dos municípios.
Entre os principais investimentos está a interligação Billings–Alto Tietê, com R$ 960 milhões, além de obras de modernização da ETA Rio Grande, ampliação dos sistemas de esgotamento sanitário e abastecimento de água e substituição de redes, que somam mais de R$ 857,5 milhões em recursos disponibilizados.
Do investimento à entrega
O encontro reuniu autoridades e representantes municipais, além de integrantes da Secretaria-Executiva da URAE 1 e da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp).
A agenda também apresentou resultados já alcançados com a ampliação dos serviços na região.
Nos seis municípios do ABC atendidos pela Sabesp, mais de 150 mil pessoas passaram a contar com tratamento de esgoto desde 2023.
Outras 41,7 mil foram incluídas no sistema de coleta de esgoto e 40,3 mil passaram a ter acesso ao abastecimento de água.
Houve ainda a ampliação da Tarifa Social, que passou a beneficiar mais de 124 mil famílias na região.
Cerca de 48 mil delas foram incorporadas ao programa após a desestatização, representando um aumento de 138% no número de famílias beneficiadas.
O novo contrato também ampliou a capacidade de investimento em saneamento na região.
O aporte médio anual por habitante passou de R$ 112,20 para R$ 256,20, mais que dobrando os recursos destinados à expansão e à melhoria dos sistemas de água e esgoto nos seis municípios.
Em relação aos recursos recebidos por meio do Fundo Municipal de Saneamento Ambiental e Infraestrutura (FMSAI), mecanismo que destina aos municípios um percentual da receita líquida obtida pela Sabesp com os serviços prestados em cada localidade, a região já contabiliza R$ 159,8 milhões em repasses desde 2024, considerando os seis municípios.]
Os recursos podem ser aplicados em ações de saneamento, infraestrutura e urbanização, contribuindo para a melhoria e a ampliação dos serviços e equipamentos públicos locais.
Para a secretária-executiva do Conselho Deliberativo da Urae 1, Roberta Buendia, a proximidade entre municípios e companhia contribui para o acompanhamento das ações e dos compromissos assumidos.
“Reunir os municípios e a Sabesp em um mesmo espaço fortalece o diálogo e permite acompanhar de perto o andamento das obras e dos investimentos. Nosso objetivo é garantir que os compromissos assumidos sejam cumpridos e que os cidadãos sintam, na prática, os benefícios da ampliação dos serviços de água e esgoto.”
Compromissos que entram no radar
Durante o encontro, a Sabesp também apresentou um novo modelo de contratação de obras voltado ao cumprimento das metas de universalização.
A proposta prevê reunir em um único contrato etapas que hoje podem ser realizadas de forma fragmentada, como projeto, licenciamento e execução, integrando intervenções estruturantes e lineares e estabelecendo metas específicas para as áreas urbana, informal e rural de cada município.
O modelo busca ampliar a eficiência, estimular a inovação e otimizar custos, permitindo ajustes técnicos ao longo da execução e a adoção de soluções com melhor relação custo-benefício.
A expectativa é acelerar a realização das obras necessárias para a universalização dos serviços.







