O Centro Universitário FMABC, em Santo André, abriu as inscrições para o vestibular do curso superior de Tecnologia em Inteligência Artificial com ênfase em Saúde, a primeira graduação no país com essa proposta integrada.
São 100 vagas ofertadas no processo seletivo, e as inscrições estarão abertas até 10 de agosto, tanto pelo site vestibular.fmabc.br quanto no campus da instituição.
O processo seletivo permite o ingresso por meio de prova própria ou da utilização da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), válida para edições entre 2020 e 2026. A taxa de inscrição é de R$ 35 para quem optar pela prova, enquanto os candidatos que utilizarem o Enem ficam isentos.
O curso será ministrado a partir do segundo semestre de 2026, na modalidade presencial, com turmas nos períodos matutino e noturno.
A iniciativa surge em um momento de rápida transformação digital na área da saúde, impulsionada pelo uso crescente de inteligência artificial em diagnósticos, análises de dados clínicos, gestão hospitalar e desenvolvimento de novas tecnologias médicas.
Segundo Fernando Fonseca, reitor do Centro Universitário FMABC, “a intenção é formar profissionais capazes de atuar na integração entre saúde e tecnologia, com competências voltadas ao desenvolvimento e à aplicação de soluções baseadas em IA em ambientes assistenciais, laboratoriais e de pesquisa”.
A criação da graduação acompanha uma tendência internacional de incorporação da inteligência artificial na medicina, ainda pouco explorada de forma estruturada na formação de nível superior no Brasil, o que torna a iniciativa pioneira.
Segundo levantamento da consultoria Manpower, existe hoje um déficit de 87% de profissionais capacitados para operar inovação digital em hospitais e clínicas.
Nos últimos anos, a FMABC tem ampliado sua atuação em áreas estratégicas da saúde, investindo em inovação, pesquisa e novas metodologias de ensino. A criação do curso de Inteligência Artificial em Saúde reforça essa diretriz ao antecipar demandas do mercado e contribuir para a formação de profissionais preparados para os desafios da medicina contemporânea.
Para o professor Jorge Echeimberg, coordenador do Núcleo de Inteligência Artificial e Computação em Educação (NIACE) da instituição, a proposta vai além do ensino técnico tradicional. “A base do curso não é apenas conteúdo. Trabalhamos com aprendizagem por projetos integradores em todos os semestres, extensão junto à sociedade e estágio supervisionado articulado pelo NIACE, garantindo a inserção precoce dos estudantes em problemas reais do ecossistema de saúde”, explica.






