quinta-feira, 23 de abril

“Descobri que meu filho é autista. E agora?”: especialista da FSA orienta

Receber o diagnóstico de autismo de um filho é um momento que costuma trazer muitas dúvidas, inseguranças e até medo para as famílias.

Ao mesmo tempo, especialistas reforçam que o diagnóstico também representa um ponto de partida para compreensão, acolhimento e desenvolvimento.

Para a Profa. Dra. Andréia Menarbini, coordenadora adjunta do curso de Pedagogia e da Especialização em Psicopedagogia do Centro Universitário Fundação Santo André, o primeiro passo é mudar a forma de olhar para a situação.

“O diagnóstico não é um limite, é um caminho. Ele permite entender melhor a criança e oferecer estratégias adequadas para seu desenvolvimento. Com apoio e orientação, a criança pode evoluir de forma significativa”, explica a professora.

Entendendo o autismo

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) envolve características relacionadas à comunicação, interação social e comportamento. Cada criança é única, com habilidades, desafios e formas próprias de aprender.

Segundo a especialista, não existe uma única forma de educar uma criança autista — o mais importante é respeitar suas particularidades.

O que fazer após o diagnóstico

A Profa. Andréia destaca alguns passos fundamentais para as famílias:

  • buscar informação de qualidade, evitando conteúdos não confiáveis;
  • procurar profissionais especializados, como psicopedagogos, fonoaudiólogos e terapeutas;
  • iniciar intervenções precoces, quando possível;
  • manter diálogo constante com a escola;
  • acolher a criança com empatia e paciência.

“A família é peça central no desenvolvimento da criança. O acolhimento e o entendimento fazem toda a diferença no processo educativo”, ressalta.

Como educar no dia a dia

A educação de uma criança com TEA envolve estratégias práticas que podem ser aplicadas no cotidiano:

  • criar rotinas estruturadas, que trazem segurança;
  • utilizar comunicação clara e objetiva;
  • estimular a autonomia aos poucos;
  • valorizar pequenas conquistas;
  • adaptar o ambiente para reduzir estímulos excessivos, quando necessário.

“A previsibilidade ajuda muito. Quando a criança entende o que vai acontecer, ela se sente mais segura para aprender e interagir”, explica a professora.

O papel da escola

A inclusão escolar é um direito e deve ser trabalhada de forma colaborativa entre família e instituição de ensino.

  • adaptação de metodologias;
  • acompanhamento individualizado;
  • formação de professores;
  • promoção de um ambiente acolhedor.

“A escola precisa estar preparada para incluir, e isso envolve olhar para cada estudante de forma única. A inclusão é um processo coletivo”, destaca.

Olhar para o potencial, não apenas para o diagnóstico

Para a especialista, um dos maiores desafios é superar visões limitantes sobre o autismo.

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“A criança com autismo tem potencial, habilidades e formas próprias de aprender. Quando focamos nas capacidades, abrimos espaço para o desenvolvimento e para a construção de uma trajetória positiva”, afirma.

Apoio emocional para a família

Além do acompanhamento da criança, o suporte à família também é fundamental.

  • participar de grupos de apoio;
  • buscar orientação profissional;
  • compartilhar experiências com outras famílias;
  • cuidar da saúde emocional dos responsáveis.

Educação, inclusão e futuro

No Centro Universitário Fundação Santo André, a formação em áreas como Pedagogia e Psicopedagogia prepara profissionais para atuar com inclusão, diversidade e desenvolvimento humano, contribuindo para uma educação mais acessível e acolhedora.

“Educar uma criança com autismo é um processo de aprendizado para toda a família. Com informação, apoio e amor, é possível construir caminhos de desenvolvimento e inclusão”, conclui a Profa. Andréia.

Informações institucionais

O Centro Universitário Fundação Santo André, Fundação Pública Municipal, tem mais de 70 anos, 100.000 alunos formados e conta com mais de 100 laboratórios, tem NOTA MÁXIMA 5 institucional junto ao MEC e conta com cursos na área de Direito, Negócios, Engenharia, Arquitetura, Química, Ciência da Computação, Ciência de Dados e IA, TI, Psicologia, Biomedicina dentre outros.

A Fundação Santo André conta com diversos programas de bolsa de estudos com o intuito de democratizar o ensino superior do País.

Mais informações: https://www.fsa.br/vestibular

 

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