Lideranças sindicais dos cegonheiros, categoria responsável pelo transporte de carros zero quilômetro do país, estiveram nesta quarta-feira com o vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth, para avaliar meios de contornar a oscilação no preço do Diesel sem impactar o valor do frete.
Os contratos dos cegonheiros com as empresas de logística, que organizam a entrega dos carros, possuem gatilho percentual ao valor do Diesel.
Se os aumentos do combustível passam desse patamar estabelecido em contrato, os cegonheiros têm direito a recompor o valor ajustado para o frete.
No Palácio dos Bandeirantes Felício Ramuth recebeu o presidente do Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg), José Ronaldo Marques da Silva, o vice-presidente da Federação Interestadual dos Cegonheiros (Feiceg), Ronaldo Marques da Silva, e o diretor da regional do Sinaceg em São José dos Campos, Gustavo Carmo.
Não se chegou a uma solução. Trataram de possibilidades. Mesmo porque está em vigor um cessar-fogo indefinido declarado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, o que pode apaziguar o mercado.
“Nossa expectativa é que tudo se resolva sem precisarmos mexer no preço do frete, pois a grande preocupação é preservar o consumidor final de alguma alteração no valor do produto – carro zero”, disse José Ronaldo Marques da Silva.
Ramuth também se mostrou muito interessado no “apagão de mão de obra” que os caminhoneiros podem vir a enfrentar.
Há um envelhecimento no perfil dos profissionais. O que acontece é que os filhos de caminhoneiros não querem seguir nas estradas.
O presidente do Sinaceg apresentou ao vice-governador o projeto do sindicato para uma escola de motoristas, a fim de se antecipar a esse problema e formar profissionais preparados para o transporte de carro zero quilômetro.
“Temos que tomar essa iniciativa. Precisamos desses profissionais e ninguém está mais preocupado com isso do que nós, lideranças da categoria e empresários do segmento”, diz Ronaldo Marques da Silva, da Feiceg.







