As equipes de combate às endemias de São Bernardo irão receber, em breve, um importante reforço no enfrentamento à dengue.
Por meio de parceria com o Ministério da Saúde, a Prefeitura vai ampliar a tecnologia deste trabalho que já é referência na região.
Serão instaladas 4.722 EDLs (Estações Disseminadoras de Larvicida), dispositivos desenvolvidos pela Fiocruz (Fundação Osvaldo Cruz) e que têm se mostrado uma estratégia bem sucedida no controle do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e de outras doenças, como Zika e Chikungunya.
Os primeiros 500 dispositivos serão implantados na comunidade da Vila São Pedro.
Também haverá instalação em pontos estratégicos da cidade, locais onde com frequência são identificados e eliminados criadouros do mosquito.
O coordenador das equipes de combate de endemias do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), Ronaldo Novaes de Souza, explicou que as EDLs são estações disseminadoras de larvicida, uma espécie de armadilha, onde a fêmea do Aedes aegypti entra para colocar os seus ovos, e nesse momento, entra em contato com uma tela impregnada com larvicida.
“A fêmea não morre, mas quando ela sai para outro foco, leva o larvicida com ela, que mata todas as larvas que entrarem em contato com o produto”, completou.
Resultados de ensaios realizados pela Fiocruz nas cidades de Manaus e Manacapuru, ambas no Amazonas, municípios onde o dispositivo já foi utilizado, mostraram uma alta cobertura de criadouros (maior que 94%), com disseminação efetiva até 400 metros de distância das EDLs instaladas em campo.
Os ensaios mostraram, ainda, que também foi produzido significativo aumento da mortalidade de mosquitos imaturos (de 5% para 95%) e uma redução de 96% a 98% da emergência de mosquitos adultos em poucas semanas.
“A Vila São Pedro foi indicada pela alta densidade populacional”, detalhou o coordenador.
Parceria
Os dispositivos, que se assemelham a baldes, serão colocados nos quintais e em imóveis considerados estratégicos.
Uma vez por mês, os agentes de combate às endemias irão ao local para verificar o nível de água e de larvicida.
Cabe ao morador e/ou locatário do imóvel ir repondo a água do recipiente, conforme as instruções que serão passadas.
“É uma ação muito importante para que a gente possa controlar a reprodução do mosquito e diminuir ainda mais os casos de dengue. Uma parceria do poder público com a comunidade, que, tenho certeza, será muito bem sucedida no nosso município”, afirmou o secretário de Saúde de São Bernardo, Dr. Jean Gorinchteyn.
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo será a responsável tanto pela entrega dos dispositivos quanto pelo treinamento das equipes que atuam em campo.
Além da Vila São Pedro, a comunidade Chafik/Macuco, em Mauá, também vai abrigar os dispositivos.
Apenas para colocação em pontos estratégicos, estão sendo contempladas cidades com mais de 50 mil habitantes e no ABC, além de São Bernardo e Mauá, Santo André, São Caetano, Diadema e Ribeirão Pires também receberão os EDLs.
A expectativa é a de que os dispositivos comecem a ser entregues em São Bernardo em março.
Referência
São Bernardo é referência no combate à dengue. Em 2025, o trabalho das equipes de combate às endemias resultou na redução de 52% no número de casos de dengue e de 83% no número de óbitos em decorrência da doença.
Ao longo do ano, as equipes visitaram mais de 690 mil imóveis, alcançando o melhor resultado do Grande ABC, segundo dados do Sisaweb (Sistema de Vigilância e Controle do Aedes, https://vigent.saude.sp.gov.br/sisaweb/), do Governo do Estado de São Paulo.
Vacina
A vacina contra a dengue, para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, está disponível em todas as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) de São Bernardo.
Os endereços e horários de funcionamento podem ser consultados no link https://portalsaude.saobernardo.sp.gov.br/portaldasaude/ubs/.
Já a vacina do Instituto Butantã está disponível, por enquanto, para os profissionais de saúde que atuam na atenção primária da cidade.







