O subprefeito de Paranapiacaba e Parque Andreense, em Santo André, Fabio Picarelli, integra a comitiva paulista que vai participar do Fórum Internacional do Patrimônio Cultural Brasil-Portugal, entre os dias 22 a 24 de maio de 2025, na Universidade de Aveiro, em Portugal.
A comitiva será formada ainda pela professora e arquiteta PhD Maria Rita Amoroso, também coordenadora geral do evento; pelo historiador, antropólogo e atual superintendente do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em São Paulo, Danilo Nunes; e representantes das Prefeituras de Santos e Campinas.
O grupo vai apresentar a tese intitulada “A rota do Café no Estado de São Paulo: Paisagem Cultural e Patrimônio Histórico”. O objetivo será consolidar o reconhecimento internacional da Rota do Café, com foco em três pontos estratégicos: as fazendas históricas de Campinas, a Vila de Paranapiacaba e a Estação do Valongo, em Santos.
O cultivo do café no Brasil começou em 1727 através de Francisco de Mello Palheta, que trouxe uma muda da planta da Guiana Francesa. Durante mais de 100 anos a produção concentrava-se principalmente no Rio de Janeiro.
Por causa das dificuldades do escoamento do produto, em 1860 os ingleses iniciaram a construção da primeira linha férrea em Paranapiacaba.
A partir daí o café tornou-se a principal atividade do país até 1930 e deu impulso à industrialização e a urbanização em São Paulo, criando fortes ligações do Brasil com a Europa e o comércio global pelo Porto de Santos.
Até hoje a cadeia produtiva do café conserva fazendas históricas em Campinas, Santos e Paranapiacaba.
“Paranapiacaba é um caso raro de vila operária, que manteve praticamente inalterada há mais de dois séculos e meio de existência e foi um dos principais elos na exportação de café”, ressalta Fábio Picarelli.
A proposta da Rota do Café no Fórum reforça o reconhecimento da Vila inglesa como Patrimônio Mundial da Humanidade junto a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).