sábado, 21 de março

Relatório não aponta ligação entre Polo Petroquímico e chance maior de desenvolvimento de doença

O inquérito epidemiológico solicitado pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Poluição Petroquímica da Câmara Municipal de São Paulo à Covisa (Coordenadoria de Vigilância em Saúde) para investigar a incidência de doenças relacionadas à poluição em moradores da zona leste, de bairros vizinhos ao Polo Petroquímico de Capuava foi apresentado nesta quinta-feira (1/6) e apontou que a possibilidade de desenvolver doença tireoidiana independe de residir próximo ao polo.

Segundo a Diretora de Divisão de Vigilância em Saúde Ambiental da Covisa, Magali Batista, o estudo foi direcionado somente a problemas relacionados a tireoide e teve como metodologia amostragem aleatória através de sorteio.

O levantamento contou com a participação de 3.674 pessoas com mais de 40 anos, residentes em áreas de exposição (próxima ao polo petroquímico) de São Mateus, São Rafael e Sapopemba, na zona leste; e aéreas de controle (mais afastada do polo) Jabaquara, zona sul, e Itaim Paulista, também na zona leste.

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Município de São Paulo garantiu que vai monitorar a região e sensibilizar profissionais de saúde

Entre os participantes 165 apresentaram alteração na glândula tireoidiana, sendo o sexo feminino com a maior incidência.

“A conclusão é que neste estudo não foi possível dizer que há uma prevalência maior de Tireoidite de Hashimoto em residente no entorno do polo petroquímico”, afirmou a diretora, que ainda destacou que o município irá monitorar a região e sensibilizar os profissionais das UBSs (Unidades Básicas de Saúde) do entorno para tenham um olhar mais atento aos casos de tireoidite.

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Questionando a metodologia utilizada para a realização da pesquisa, o relator da CPI, vereador Marcelo Messias (MDB), pediu a realização de novos estudos.

Relator da CPI afirma que vai solicitar uma nova pesquisa

“O resultado do inquérito não foi favorável e a metodologia e a forma com que foi feito foi diferente de outros trabalhos apresentados e assim fica uma certa dúvida se o apresentado é o que está realmente acontecendo na região. Isso me deixou preocupado, porque metodologia diferente dá resultados diferentes. Por isso, é necessário fazer uma nova pesquisa com a mesma metodologia de outros estudos”, destacou.

Outro ponto destacado pelo parlamentar é a quantidade de pessoas que reclamam da poluição. Segundo o estudo 77% dos participantes destacaram a poeira, cheiro e fuligem como incômodo. “Com essa alta porcentagem, com certeza, outras doenças devem acometer essa população. É preciso que haja medidas para que essas pessoas tenham qualidade de vida”, frisou.

A CPI da Poluição Petroquímica busca investigar denúncias sobre a poluição e a contaminação ambiental no entorno do Polo Petroquímico que supostamente vem prejudicando a saúde de moradores de bairros da zona leste da capital localizados próximos ao polo.

(((Com informações da assessoria de imprensa da Câmara Municipal de São Paulo)))

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