Entre os dias 23 de fevereiro e 03 de março, a E.E José Daniel Da Silveira, em Mauá, recebeu o projeto Raízes Culturais, que une fotografia e educação ambiental para estimular novos olhares sobre território, cultura e sustentabilidade.
Agora, a iniciativa segue para a EMEIEF Papa João XXIII, em Santo André, onde será realizada entre os dias 09 e 17 de março.
O projeto é realizado pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, e pela Inspira Cultural.
Conta também com patrocínio da Cabot Corporation e apoio solene da ONG ImageMagica e da Semente Produções.
Cultivar ideias, plantar futuros
As oficinas trabalham o desenvolvimento do olhar e a escuta sensível, com atividades inspiradas nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.
Temas como sustentabilidade, uso consciente da água e impactos da poluição aparecem conectados ao cotidiano dos participantes, sempre a partir da realidade local.
Ao longo do projeto, a comunidade escolar também participa do plantio de uma horta na própria instituição.
A atividade propõe o contato direto com a terra como forma de aprendizado coletivo.
Hortas escolares são reconhecidas como ferramentas potentes de educação ambiental, pois estimulam o cuidado com os recursos naturais, fortalecem hábitos alimentares mais saudáveis e ampliam a compreensão sobre ciclos da natureza, compostagem e redução de desperdícios.
A experiência prática contribui para que os estudantes se percebam como parte ativa do ambiente em que vivem, reforçando valores ligados à responsabilidade social e ambiental.
A ação dialoga especialmente com os ODS 4, Educação de Qualidade, e 12, Consumo e Produção Responsáveis.
Criação como forma de expressão
Durante as oficinas, os participantes são incentivados a criar um produto cultural coletivo. Em saídas fotográficas pela escola, eles aplicam os conhecimentos trabalhados nas atividades.
Cada estudante utiliza um celular com aplicativo específico para registrar imagens e, a partir delas, construir narrativas visuais acompanhadas de legendas autorais.
A fotografia surge como linguagem acessível e potente, capaz de promover inclusão, empatia e troca entre os participantes.
Diálogo com a comunidade
As imagens produzidas ao longo do projeto são reunidas em uma exposição aberta ao público, instalada na própria instituição.
A mostra amplia o alcance da iniciativa e convida a comunidade a conhecer os olhares e aprendizados construídos durante o processo.
A abertura da exposição conta com uma conversa entre os participantes, que compartilharão as histórias por trás das fotografias e os caminhos percorridos ao longo das oficinas.







