domingo, 18 de outubro

Polícia afasta 5 por suspeita de regalias a Milton Leite

A Corregedoria da Polícia Civil decidiu afastar cinco agentes públicos neste sábado (17) por suspeita de conceder benefícios e regalias a presos na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes.

O local abriga o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite.

A medida de afastamento temporário atinge três delegados, um investigador e um carcereiro da unidade prisional.

O ex-vereador foi preso no âmbito da Operação Vectura Corrupta, que apura a suposta infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em empresas de transporte coletivo da capital paulista.

Ele nega as acusações e afirma ser inocente.

De acordo com a Polícia Civil, o afastamento dos servidores foi adotado de forma preventiva.

O objetivo é assegurar que as investigações continuem sem nenhum tipo de interferência interna ou tentativa de obstrução dos trabalhos.

O caso apura a concessão de privilégios incompatíveis com as regras e condições normais de encarceramento dentro da cadeia.

Apreensão de dinheiro com funcionário

A apuração ganhou força após uma operação realizada na sexta-feira (17) pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP).

Durante a ação, agentes apreenderam R$ 155 mil e US$ 10 mil (o equivalente a cerca de R$ 50 mil) em posse de um carcereiro.

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O profissional é suspeito de facilitar e permitir a entrada de regalias aos detentos da unidade em troca de vantagens indevidas.

Visitas frequentes e suspeita de corrupção

Os investigadores responsáveis pelo caso constataram uma rotina com fluxo frequente de pessoas no local.

Muitas das visitas registradas não tinham qualquer grau de parentesco ou vínculo familiar com os detentos que estão sob custódia na cadeia pública.

Segundo o Ministério Público, as condutas identificadas podem configurar, em tese, os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e prevaricação, além de outras infrações.

A ação de fiscalização foi realizada com o apoio conjunto da Polícia Militar, da Polícia Penal e da Corregedoria da Polícia Civil. Por determinação da Justiça, o inquérito segue sob segredo de sigilo.

(((Com informações do SBT News)))

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