A instalação de duas sirenes de alerta de emergência em áreas de risco geológicos do Chafick-Macuco, no Jardim Zaíra, é o resultado de parceria entre Secretaria de Proteção e Defesa Civil da Prefeitura de Mauá e a Defesa Civil do Estado.
O equipamento foi instalado no prédio da Escola Municipal Arthur Araújo Lula da Silva e na Unidade Básica de Saúde do Macuco, ambas no Jardim Zaíra.
Esta semana está sendo feito o treinamento das equipes, na Secretaria localizada à avenida Castelo Branco, 1930, no Jardim Zaíra.
Neste sábado (7), será a vez dos moradores, com treinamento realizado no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS MACUCO), na rua Remo Luiz Corradine, nº 115, também no Jardim Zaíra.
“O acionamento das sirenes está vinculado com a antena e placa instaladas na sede da Secretaria, que monitora as informações sobre volume de chuvas da Secretaria Estadual de Defesa Civil e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Com isso, ao receberem os primeiros alertas de volume de chuvas, técnicos da Defesa Civil de Mauá acionarão o alerta”, explicou o secretário de Proteção e Defesa Civil, Sergio Moraes.
O detalhe é que o equipamento está voltado para a região do entorno da rua Lourival Portal, que tem maior risco de deslizamento de terra.
A topografia do local tem forma de vale e possibilita a reverberação do som das sirenes de forma a alcançar mais moradores com o aviso. Cerca de 5 mil pessoas serão beneficiadas com os avisos de prevenção das sirenes.
A aparelhagem é composta por dois conjuntos de cornetas, cujo volume de som supera um pouco a altura de um alarme de automóvel, com 120 decibéis.
As sirenes tocam de três formas diferentes, dependendo se o alerta é de risco moderado, alto ou muito alto.
O que define a categoria de alerta é o volume de chuva, sendo que até 50mm, é observação; entre 50mm e 80mm, o alarme é de estado de alerta; e acima de 80mm é o estado de emergência, quando os moradores devem deixar as casas e se dirigir para locais seguros, na casas de parentes ou abrigos.
O acionamento das sirenes de alerta apresenta três possibilidades: remoto via celular, remoto via equipamento e presencial.
São também três tipos de toques das sirenes que variam conforme o intervalo de tempo: para o caso de risco de desmoronamento, para o estado de alerta e para o estado de emergência.
Segundo o supervisor técnico da empresa que fez a instalação das sirenes e do monitor, técnico em automação Lucas José Gueths, “o equipamento funciona com dois tipos de alimentação de energia alternados: placas solares, com bateria para até sete dias sem sol, e baterias de lítio”.
Segundo o supervisor, o mesmo modelo foi instalado em barragens e teve sucesso em municípios como Porto Alegre, Florianópolis e Blumenau. Inúmeras vidas foram preservadas com aviso de enchentes em várias das 300 estações instaladas após as chuvas intensas de 2024.







