O prefeito de Mauá, Marcelo Oliveira, e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Cícero Martinha, promoveram, na quinta-feira (2), encontros com representantes da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) e do Comitê de Fomento do Polo Industrial do Grande ABC (COFIP).
O objetivo foi discutir estratégias e políticas públicas voltadas ao fortalecimento do setor industrial, com foco no Polo Petroquímico.
Durante as reuniões, foram abordados os principais desafios do setor petroquímico brasileiro para os próximos anos, além de oportunidades de crescimento e inovação. Também foi destacada a importância do novo Plano Diretor de Mauá, aprovado no fim de 2025, que atualiza o ordenamento urbano após quase duas décadas.
O documento estabelece diretrizes modernas para o desenvolvimento urbano, conciliando crescimento econômico e responsabilidade social.
Pela Abiquim, participaram o vice-presidente de operações, Yhebert Gouveia, e o analista de relações institucionais, João Trigo.
Mais cedo, estiveram no gabinete o gerente executivo do COFIP, Laudemir Sarzeda, além de Alexandra Gioso e Fabrício Nunes, que também atuam nas relações institucionais da Braskem.
O diretor de Indústria e Inovação Tecnológica da Prefeitura, Adriano Lage, acompanhou os encontros.
As reuniões reforçaram a importância da parceria entre o poder público e o setor produtivo para o desenvolvimento sustentável da cidade e da região.
Para o gerente executivo do COFIP, Laudemir Sarzeda, o alinhamento entre os diferentes setores é essencial para o avanço econômico.
“Não há desenvolvimento econômico e social consistente sem uma indústria forte. O diálogo permanente entre poder público, iniciativa privada e sociedade é fundamental para o delineamento de decisões estratégicas e sustentáveis”, afirmou.
Já o prefeito Marcelo Oliveira destacou o compromisso da administração municipal com o setor produtivo.
“As empresas do Polo Petroquímico têm grande relevância na economia local e forte inserção no comércio exterior. Nosso papel é compreender seus desafios e atuar de forma parceira na construção de soluções. Queremos um ambiente favorável aos negócios, que fortaleça a indústria, atraia investimentos e gere mais empregos e oportunidades para a população”, disse.
De acordo com relatório do Sebrae, Mauá registrou, em 2024, US$ 223,8 milhões em exportações.
O desempenho foi impulsionado principalmente pelos derivados do Polo Petroquímico, responsáveis pela maior parte das transações internacionais do município.
Entre os produtos exportados estão preparações antidetonantes, inibidores de oxidação, aditivos industriais, melhoradores de viscosidade e anticorrosivos, além de óleos de petróleo e de minerais betuminosos.
“O setor industrial é um dos pilares da economia nacional. O Polo Petroquímico do ABC abastece diversas cadeias produtivas em todo o Brasil e tem importância estratégica para o Estado de São Paulo. Por isso, fortalecer o diálogo institucional é indispensável”, destacou Alexandra Gioso.
O Polo Petroquímico do ABC é um complexo industrial formado por diversas empresas de primeira e segunda geração que alimentam centenas de indústrias químicas e plásticas do Estado de São Paulo e de outras regiões do País.
Entre elas estão a Braskem, GS Inima Brasil, Innova, Indorama, Cabot, Air Liquide, Chevron, entre outras.







