quarta-feira, 11 de março

“Lua de sangue”: Especialista da FSA explica o fenômeno e se existem efeitos na Terra

O fenômeno popularmente conhecido como “lua de sangue” sempre desperta curiosidade e, muitas vezes, interpretações místicas nas redes sociais.

No entanto, do ponto de vista científico, trata-se de um evento astronômico bem compreendido: o eclipse lunar total.

De acordo com o Prof. Dr. José Luiz Laporta, coordenador adjunto do curso de Ciências Biológicas do Centro Universitário Fundação Santo André, a coloração avermelhada da Lua ocorre por um efeito óptico causado pela interação da luz solar com a atmosfera da Terra.

“Durante um eclipse lunar total, a Terra fica posicionada entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o satélite natural. A luz solar que atravessa a atmosfera terrestre sofre dispersão e refração, filtrando os comprimentos de onda azuis e permitindo que a luz avermelhada alcance a superfície da Lua. Esse é o motivo da coloração conhecida como ‘lua de sangue’”, explica o professor.

Um fenômeno natural e previsível

Os eclipses lunares são eventos naturais que podem ser previstos com grande precisão pelos astrônomos.

Eles ocorrem quando há alinhamento entre Sol, Terra e Lua durante a fase de lua cheia.

A intensidade da coloração avermelhada pode variar dependendo de fatores atmosféricos, como a presença de partículas de poeira, poluição ou aerossóis na atmosfera terrestre.

Existem efeitos na Terra?

Segundo o Prof. Laporta, não há evidências científicas de que a “lua de sangue” provoque efeitos físicos diretos no comportamento humano, em desastres naturais ou em mudanças ambientais.

“É importante separar ciência de interpretações populares. O eclipse lunar não altera a gravidade, não interfere em processos biológicos de forma significativa e não provoca eventos naturais extraordinários. Trata-se de um fenômeno visual fascinante, mas sem consequências diretas para a vida na Terra”, afirma.

A importância da divulgação científica

Eventos astronômicos como os eclipses lunares são oportunidades importantes para estimular o interesse pela ciência, especialmente entre estudantes.

Para o docente, compreender esses fenômenos ajuda a combater desinformação e reforça o papel da educação científica na sociedade.

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“Quando entendemos os fenômenos naturais por meio da ciência, transformamos curiosidade em conhecimento. A astronomia e as ciências naturais despertam o interesse pelo universo e mostram como a investigação científica é fundamental para compreender o mundo”, destaca.

Ciência, educação e curiosidade

O estudo de fenômenos naturais integra a formação científica em áreas como biologia, física e geociências.

No Centro Universitário Fundação Santo André, esses temas fazem parte da formação acadêmica que incentiva o pensamento crítico e a observação científica da natureza.

Assim, a chamada “lua de sangue”, além de um espetáculo no céu, torna-se também uma oportunidade de aprendizado e de valorização da ciência.

Informações institucionais

O Centro Universitário Fundação Santo André, Fundação Pública Municipal, tem mais de 70 anos, 100.000 alunos formados e conta com mais de 100 laboratórios, tem NOTA MÁXIMA 5 institucional junto ao MEC e conta com cursos na área de Direito, Negócios, Engenharia, Arquitetura, Química, Ciência da Computação, Ciência de Dados e IA, TI, Psicologia, Biomedicina dentre outros.

A Fundação Santo André conta com diversos programas de bolsa de estudos com o intuito de democratizar o ensino superior do País.

Mais informações: https://www.fsa.br/vestibular

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