O fenômeno popularmente conhecido como “lua de sangue” sempre desperta curiosidade e, muitas vezes, interpretações místicas nas redes sociais.
No entanto, do ponto de vista científico, trata-se de um evento astronômico bem compreendido: o eclipse lunar total.
De acordo com o Prof. Dr. José Luiz Laporta, coordenador adjunto do curso de Ciências Biológicas do Centro Universitário Fundação Santo André, a coloração avermelhada da Lua ocorre por um efeito óptico causado pela interação da luz solar com a atmosfera da Terra.
“Durante um eclipse lunar total, a Terra fica posicionada entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o satélite natural. A luz solar que atravessa a atmosfera terrestre sofre dispersão e refração, filtrando os comprimentos de onda azuis e permitindo que a luz avermelhada alcance a superfície da Lua. Esse é o motivo da coloração conhecida como ‘lua de sangue’”, explica o professor.
Um fenômeno natural e previsível
Os eclipses lunares são eventos naturais que podem ser previstos com grande precisão pelos astrônomos.
Eles ocorrem quando há alinhamento entre Sol, Terra e Lua durante a fase de lua cheia.
A intensidade da coloração avermelhada pode variar dependendo de fatores atmosféricos, como a presença de partículas de poeira, poluição ou aerossóis na atmosfera terrestre.
Existem efeitos na Terra?
Segundo o Prof. Laporta, não há evidências científicas de que a “lua de sangue” provoque efeitos físicos diretos no comportamento humano, em desastres naturais ou em mudanças ambientais.
“É importante separar ciência de interpretações populares. O eclipse lunar não altera a gravidade, não interfere em processos biológicos de forma significativa e não provoca eventos naturais extraordinários. Trata-se de um fenômeno visual fascinante, mas sem consequências diretas para a vida na Terra”, afirma.
A importância da divulgação científica
Eventos astronômicos como os eclipses lunares são oportunidades importantes para estimular o interesse pela ciência, especialmente entre estudantes.
Para o docente, compreender esses fenômenos ajuda a combater desinformação e reforça o papel da educação científica na sociedade.
“Quando entendemos os fenômenos naturais por meio da ciência, transformamos curiosidade em conhecimento. A astronomia e as ciências naturais despertam o interesse pelo universo e mostram como a investigação científica é fundamental para compreender o mundo”, destaca.
Ciência, educação e curiosidade
O estudo de fenômenos naturais integra a formação científica em áreas como biologia, física e geociências.
No Centro Universitário Fundação Santo André, esses temas fazem parte da formação acadêmica que incentiva o pensamento crítico e a observação científica da natureza.
Assim, a chamada “lua de sangue”, além de um espetáculo no céu, torna-se também uma oportunidade de aprendizado e de valorização da ciência.
Informações institucionais
O Centro Universitário Fundação Santo André, Fundação Pública Municipal, tem mais de 70 anos, 100.000 alunos formados e conta com mais de 100 laboratórios, tem NOTA MÁXIMA 5 institucional junto ao MEC e conta com cursos na área de Direito, Negócios, Engenharia, Arquitetura, Química, Ciência da Computação, Ciência de Dados e IA, TI, Psicologia, Biomedicina dentre outros.
A Fundação Santo André conta com diversos programas de bolsa de estudos com o intuito de democratizar o ensino superior do País.
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