quinta-feira, 2 de julho

FSA responde: Devemos fazer “pausa para hidratação” como os jogadores na Copa?

Durante os jogos da Copa do Mundo 2026, muitos torcedores têm observado um momento cada vez mais comum nas partidas: a pausa para hidratação.

A medida chama atenção principalmente em jogos disputados sob temperaturas elevadas, forte exposição ao sol ou em ambientes de grande exigência física.

Segundo a Profa. MsC. Kelly Cristina Batista de Souto Queiroz, docente do curso de Bacharelado em Biomedicina do Centro Universitário Fundação Santo André, a pausa para hidratação não é apenas um detalhe da partida, mas uma medida importante de proteção à saúde dos atletas.

“Durante uma atividade física intensa, o corpo perde água e sais minerais pelo suor. Quando essa perda não é reposta adequadamente, podem ocorrer queda de desempenho, fadiga, tontura, câimbras e, em casos mais graves, exaustão pelo calor”, explica a professora.

No futebol profissional, os atletas correm longas distâncias, realizam movimentos explosivos, sofrem impacto físico constante e permanecem expostos a variações climáticas.

Por isso, manter o equilíbrio hídrico é essencial para preservar a capacidade muscular, a concentração, a temperatura corporal e a recuperação durante o jogo.

A hidratação adequada também ajuda o organismo a regular a temperatura interna.

Quando o corpo aquece demais, o suor funciona como um mecanismo natural de resfriamento. Porém, se a pessoa perde muito líquido e não repõe, esse sistema pode ficar comprometido.

“A água desempenha papel essencial em diversas funções vitais do organismo, atuando na    circulação sanguínea, transporte de nutrientes, controle da temperatura corporal e funcionamento adequado dos músculos, sendo especialmente importante para o bom funcionamento do cérebro”, destaca Kelly.

Mas a pergunta que muita gente faz é: se os jogadores precisam pausar para beber água, nós também devemos fazer o mesmo?

A resposta é sim, especialmente em dias quentes, durante a prática de exercícios físicos ou em atividades prolongadas ao ar livre.

Pessoas que caminham, correm, pedalam, jogam futebol, trabalham expostas ao sol ou passam muitas horas em ambientes abafados também precisam se hidratar de forma regular.

Entre os sinais de alerta para desidratação estão sede intensa, boca seca, dor de cabeça, tontura, cansaço excessivo, urina escura e redução da disposição. Em crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas, os cuidados devem ser ainda maiores.

A professora orienta que a hidratação não deve ocorrer apenas quando a sede aparece.

“A sede já é um sinal de alerta de que o corpo está precisando de água — ou seja, a hidratação não deve esperar pela sensação de sede. O ideal é criar o hábito de beber líquidos ao longo do dia, de preferência em pequenas quantidades e com frequência, antes, durante e depois das atividades físicas, garantindo assim uma hidratação contínua e equilibrada.

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Para a maioria das pessoas, a água é suficiente para manter uma boa hidratação.

Em atividades muito intensas, prolongadas ou realizadas sob calor extremo, bebidas com sais minerais podem ser indicadas, desde que utilizadas com orientação adequada.

Além da ingestão de líquidos, outros cuidados ajudam a proteger o organismo: usar roupas leves, evitar exercícios nos horários mais quentes, respeitar os limites do corpo, fazer pausas regulares e procurar locais ventilados sempre que possível.

Segundo Kelly, a Copa do Mundo também funciona como uma oportunidade educativa.

“Quando vemos atletas de alto rendimento fazendo pausas para hidratação, percebemos que cuidar do corpo não é sinal de fraqueza, mas de inteligência e prevenção.”

A mensagem é simples: se até jogadores profissionais precisam parar para se hidratar, qualquer pessoa deve levar esse cuidado a sério no dia a dia.

Informações institucionais

O Centro Universitário Fundação Santo André, Fundação Pública Municipal, tem mais de 70 anos, 100.000 alunos formados e conta com mais de 100 laboratórios, tem NOTA MÁXIMA 5 institucional junto ao MEC e conta com cursos na área de Direito, Negócios, Engenharia, Arquitetura, Química, Ciência da Computação, Ciência de Dados e IA, TI, Psicologia, Biomedicina dentre outros.

A Fundação Santo André conta com diversos programas de bolsa de estudos com o intuito de democratizar o ensino superior do País.

Mais informações: https://www.fsa.br/vestibular

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