Com o crescimento do comércio eletrônico e dos serviços digitais, os consumidores têm recorrido cada vez mais a plataformas de defesa e mediação de conflitos para registrar reclamações e buscar soluções para problemas com empresas.
Entre os principais canais disponíveis no Brasil estão o Reclame Aqui, o Consumidor.gov.br e as ouvidorias institucionais.
De acordo com a Profa. Me. Juliana Pereira, professora do curso de Bacharelado em Direito e ouvidora do Centro Universitário Fundação Santo André, esses mecanismos representam avanços importantes na proteção dos direitos do consumidor.
“Essas ferramentas ampliam o acesso do cidadão à defesa de seus direitos. Elas permitem registrar reclamações, acompanhar a resposta das empresas e, muitas vezes, resolver conflitos de forma rápida, sem necessidade de recorrer diretamente ao Poder Judiciário”, explica a professora.
Plataformas digitais de reclamação
Nos últimos anos, os canais digitais tornaram-se instrumentos relevantes para mediação de conflitos entre consumidores e empresas.
O Reclame Aqui, por exemplo, funciona como uma plataforma privada onde consumidores podem relatar problemas com produtos ou serviços.
As empresas, por sua vez, têm a oportunidade de responder às reclamações e apresentar soluções.
Já o Consumidor.gov.br, mantido pelo governo federal, permite que consumidores registrem reclamações diretamente às empresas participantes, que devem responder dentro de um prazo determinado.
A plataforma também gera indicadores públicos de desempenho e resolução.
Segundo a especialista, esses sistemas ajudam a aumentar a transparência nas relações de consumo.
O papel das ouvidorias
Além das plataformas digitais, as ouvidorias institucionais desempenham papel fundamental na mediação de conflitos e no aperfeiçoamento dos serviços prestados por empresas e instituições.
“A ouvidoria funciona como um canal de escuta qualificada. Ela recebe manifestações, analisa demandas e contribui para a melhoria contínua dos serviços. Mais do que resolver conflitos individuais, a ouvidoria ajuda a identificar problemas estruturais e aprimorar processos”, destaca a Profª. Juliana.
Direito do consumidor e cidadania
O Brasil possui uma das legislações mais avançadas na área de proteção ao consumidor, representada pelo Código de Defesa do Consumidor, que estabelece direitos e deveres nas relações de consumo.
Para a professora, conhecer esses direitos é fundamental para fortalecer a cidadania.
“O consumidor bem informado tem mais condições de exigir respeito e qualidade nos serviços. Plataformas de mediação, aliadas à legislação vigente, contribuem para tornar as relações de consumo mais equilibradas e transparentes”, afirma.
Educação jurídica e conscientização
No Centro Universitário Fundação Santo André, temas relacionados ao direito do consumidor fazem parte da formação acadêmica dos estudantes de Direito, incentivando o desenvolvimento de profissionais preparados para atuar na defesa da cidadania e na mediação de conflitos.
Para a especialista, o fortalecimento dos canais de diálogo entre consumidores e empresas representa um passo importante para uma sociedade mais justa.
“A proteção do consumidor não depende apenas da legislação, mas também da participação ativa da sociedade e do funcionamento eficiente dos canais de atendimento e mediação”, conclui.
Informações institucionais
O Centro Universitário Fundação Santo André, Fundação Pública Municipal, tem mais de 70 anos, 100.000 alunos formados e conta com mais de 100 laboratórios, tem NOTA MÁXIMA 5 institucional junto ao MEC e conta com cursos na área de Direito, Negócios, Engenharia, Arquitetura, Química, Ciência da Computação, Ciência de Dados e IA, TI, Psicologia, Biomedicina dentre outros.
A Fundação Santo André conta com diversos programas de bolsa de estudos com o intuito de democratizar o ensino superior do País.
Mais informações: https://www.fsa.br/vestibular







