sábado, 21 de março

Em novo júri, Justiça condena Anaflávia a 85 anos de prisão por matar e queimar família no ABC

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Em novo julgamento, Anaflávia Martins Gonçalves foi sentenciada nesta terça (27) a 85 anos, 5 meses e 23 dias de reclusão, em regime inicial fechado, pelos crimes de homicídio triplamente qualificado (por 3x), roubo majorado, associação criminosa e destruição de cadáver (por 3x).

A justiça paulista decidiu que ela seria julgado novamente pelos crimes. O novo júri o ocorreu no Fórum de Santo André.

Em 2023, ela recebeu pena de 61 anos, 5 meses e 23 dias de prisão. Porém, na ocasião, ela foi inocentada pela morte do irmão.

Caso

Em janeiro de 2020, o casal Flaviana e Romuyuki Gonçalves, e o filho adolescente Juan, foram mortos e carbonizados.

Os três foram encontrados mortos no porta-malas de um carro incendiado, em São Bernardo.

Anaflávia foi acusada de planejar e executar os assassinatos com a ajuda de outras quatro pessoas, incluindo a namorada dela, Carina Ramos de Abreu.

Ela, porém, foi inocentada pelo júri de uma das três acusações de homicídio — justamente a do irmão, Juan.

O MP, através de um recurso, obteve anulação do júri.

Julgamento

Segundo os autos, a acusada informou a então companheira da existência de um cofre na casa da família e facilitou a entrada da parceira e de três comparsas no condomínio.
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Os cinco subtraíram objetos, mataram e carbonizaram as vítimas, cujos corpos foram encontrados apenas no dia seguinte dentro de um carro.
Na dosimetria da pena, o juiz Lucas Tambor Bueno, que presidiu o Júri, destacou as circunstâncias agravantes do homicídio qualificado – crimes praticados contra ascendentes e sob prevalência de relações domésticas de coabitação ou de hospitalidade – e afirmou que houve nítida premeditação para os crimes.
Ele também reforçou que “a acusada tinha acesso à residência dos ofendidos, seus genitores, inclusive por meio de dispositivo para ingressar no condomínio em que residiam”.

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