segunda-feira, 27 de julho

Eleições 2026: eleitorado idoso cresce e atinge 25% dos aptos a votar no Estado

O estado de São Paulo ganhou 746 mil eleitores com mais de 60 anos desde as últimas eleições gerais.

De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2022, o número de eleitores idosos era de 7,7 milhões no estado.

Nas eleições municipais de 2024, houve crescimento de cerca de 133 mil eleitores e eleitoras nessa faixa etária, alcançando a marca de 7,9 milhões de pessoas.

Atualmente, mais de 8,5 milhões de idosos estão aptos a votar em outubro, quase 25% do eleitorado estadual.

Em uma década (2016 a 2026), o eleitorado idoso em São Paulo cresceu em mais de 2,2 milhões de pessoas, um aumento de 36,2% nesse grupo.

Dentro do eleitorado administrado pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), o número de pessoas com mais de 70 anos, que possuem voto facultativo, também cresceu.

Em 2022, eram 3,5 milhões. Hoje, são 3,8 milhões, refletindo um aumento de 356 mil pessoas nessa população.

Os dados relacionados ao perfil do eleitorado brasileiro foram disponibilizados na segunda (20) pelo TSE, na página Estatísticas Eleitorais.

Eleitores com deficiência e seções acessíveis

Já os eleitores que declararam ter algum tipo de deficiência também aumentaram desde as duas últimas eleições.

Em 2022, eleitores com deficiência somavam 428 mil pessoas, cerca de 1,2% do eleitorado geral em São Paulo.

Em 2024, o número cresceu para 445 mil (1,3%) e atualmente chega a 510 mil (1,5%).

A deficiência de locomoção continua sendo o tipo de deficiência mais reportado, seguindo os pleitos anteriores, formando mais de 158 mil pessoas, ou 28,55% do eleitorado com deficiência.

O número de seções eleitorais acessíveis no estado também acompanhou o crescimento da população idosa e com deficiência.

As seções acessíveis são instaladas em espaços sem degraus e livres de obstáculos externos e internos que possam dificultar ou impedir a circulação de pessoas.

Em 2022, cerca de 31 mil seções com acessibilidade estavam disponíveis ao eleitorado, quase 31% do total. Em 2024, já formavam 34,3% do montante de seções eleitorais.

Hoje, são 36 mil seções acessíveis, aproximadamente 35,3% do total de seções.

Desde 2012 a Justiça Eleitoral mantém o Programa de Acessibilidade da Justiça Eleitoral, instituído por meio da Resolução TSE nº 23.381.

A norma abriu caminho para avanços no campo da acessibilidade e da inclusão. Segundo a servidora Caroline Mascarenhas, chefe da Seção de Gestão da Acessibilidade e Inclusão do TRE-SP, a declaração da deficiência não é obrigatória, mas ela é crucial para o planejamento da Justiça Eleitoral.

“É somente a partir dessa identificação no cadastro eleitoral que conseguimos mapear as necessidades do eleitorado e alocar cada pessoa em uma seção com acessibilidade física e comunicacional. Quando a eleitora ou eleitor atualiza seus dados, ele nos ajuda a preparar uma estrutura adequada para o dia da eleição, sempre buscando garantir que todo eleitor exerça seu direito ao voto com autonomia e dignidade”, explica a servidora.

Ascendente, descendente, constante: variações do eleitorado paulista

Quanto aos eleitores jovens, a representação desse público é maior em comparação a 2024, mas menor quando comparada a de 2022.

Mais de 180 mil pessoas entre 16 e 17 anos poderão votar nas Eleições 2026 no estado.

Já em 2024, os eleitores jovens eram aproximadamente 167 mil. No pleito de 2022 a participação desse grupo foi mais alta, 358 mil adolescentes entre 16 e 17 anos puderam exercer o direito de voto naquele ano.

Já o eleitorado geral do estado, assim como a região Sudeste, registrou uma queda.

De acordo com os dados do TSE, a região obteve uma diminuição de 0,56% em seu eleitorado, redução de aproximadamente 378 mil eleitores, comparado a 2022.

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Em São Paulo, a queda foi marginalmente maior.

Das últimas Eleições Gerais, em 2022, para as Eleições Municipais de 2024, o estado perdeu cerca de 0,76% de seu eleitorado.

O número atual de 34.104.226 pessoas aptas a votar marca uma diminuição de 0,87% em relação às últimas eleições municipais.

Apesar da leve queda observada, o estado permanece sendo o maior colégio eleitoral do país, com 21,4% de todo o eleitorado nacional.

Por outro lado, as porcentagens de gênero, entre eleitoras e eleitores, continuam estáveis.

Desde 2008, primeiro ano eleitoral passível de consulta nas estatísticas do TSE, as mulheres são maioria.

Há pelo menos uma década, desde as Eleições 2016, elas formam 53% do eleitorado estadual, contra 47% de eleitores homens.

Em 2026, essa porcentagem equivale a aproximadamente 18,1 milhões de eleitoras.

Autodeclaração de dados identitários

Alguns dados apenas podem ser comparados com os das Eleições Municipais de 2024, uma vez que, segundo o TSE, passaram a compor a base comparável após as Eleições Gerais de 2022.

É o caso de estatísticas relacionadas a cor e raça, identidade de gênero e pertencimento a quilombos.

O percentual de eleitores que declararam esses dados no cadastro eleitoral ainda é pequeno, mas verifica-se um aumento em relação às últimas eleições.

Em 2024, 7,3% do eleitorado paulista declarou sua cor, raça, identidade de gênero e pertencimento a quilombo. Em 2026, esses dados foram informados por 15,7% de eleitores e eleitoras.

Nas Eleições Municipais de 2024, metade (50,7%) das pessoas que informaram sua raça ou cor declararam ser brancas. Atualmente, são aproximadamente 52,46%, o equivalente a 2,8 milhões de paulistas.

Todas as outras populações viram um crescimento relacionado ao maior número de autodeclarações.

Em comparação ao último pleito, o número de pardos aumentou em mais de 1 milhão de pessoas, assim como cresceu o número de pessoas que se declaram pretas (268 mil), amarelas (32 mil) e indígenas (3,7 mil).

Já o montante de eleitores quilombolas no estado passou de 2.180 para 3.941, aumento de 80,7%.

Enquanto cresceu o percentual de pessoas que indicam ser cisgênero, isto é, que se identificam com o gênero que lhes foi atribuído ao nascer, o número de pessoas trangênero no estado dobrou, indo de cerca de 10 mil pessoas para 22 mil.

Programa de Inclusão Político-Eleitoral

Para a coordenadora de Gestão de Eleições do TRE-SP, Luna Chino, ao conhecer melhor o perfil do eleitorado, a Justiça Eleitoral consegue planejar ações mais efetivas, identificar necessidades específicas e desenvolver políticas que tornam o processo eleitoral cada vez mais inclusivo, acessível e representativo para toda a população.

“Algumas ações que costumamos oferecer com base nesses dados são atendimentos itinerantes nas comunidades, fornecimento e melhoria do transporte para eleitores, garantia da transferência temporária para uma seção mais próxima de sua comunidade, produção de materiais traduzidos em língua indígena, entre outras”, destaca a servidora.

Uma das iniciativas de destaque é o Programa de Inclusão Político-Eleitoral do TRE-SP, criado em 2022 com a missão de aproximar do processo eleitoral pessoas que vivem em locais de difícil acesso, como aldeias indígenas, quilombos e assentamentos rurais.

O projeto, que tornou-se política pública permanente da Justiça Eleitoral paulista, vai além do acesso ao voto, envolve o mapeamento dos territórios, a identificação das principais demandas junto à Justiça Eleitoral e a promoção de ações de educação cidadã.

Em 4 de outubro (1º turno), eleitoras e eleitores voltam às urnas para eleger deputados federaisdeputados estaduais ou distritais, no caso do Distrito Federal, senador (duas vagas), governador e vice-governador e presidente e vice-presidente da República. Eventual 2º turno está marcado para 25 de outubro.

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