O Consórcio Intermunicipal Grande ABC reuniu, nesta quarta-feira (14), representantes do poder público, especialistas da área da saúde e integrantes da sociedade civil para avançar no debate sobre a implementação de um hospital oncológico pediátrico regional.
O tema é uma das prioridades da entidade em 2026 e integra a agenda estratégica voltada à ampliação do atendimento especializado a crianças e adolescentes.
O encontro contou com a participação da equipe técnica do Consórcio ABC, especialistas em oncologia pediátrica, representantes de sindicatos, entidades empresariais, do Rotary Club, da Câmara de Comércio Brasil-China e de lideranças da sociedade civil.
A reunião teve como foco a apresentação do estudo de viabilidade técnica do projeto, já concluído, e o alinhamento institucional para a consolidação da proposta a ser apresentada aos prefeitos da região.
Durante a reunião, foi destacado que a Santa Casa de Misericórdia de São Bernardo já sinalizou positivamente quanto à intenção de sediar o hospital oncológico pediátrico.
Uma visita técnica ao terreno da instituição deverá ser realizada nos próximos dias, com a participação dos diversos atores envolvidos, com o objetivo de dar continuidade ao projeto e aprofundar o diálogo institucional.
A proposta é a instalação de um hospital especializado, com aproximadamente 50 leitos, capaz de atender cerca de 200 novos casos por ano, considerando a demanda do ABC e da Baixada Santista, que também será contemplada pelo equipamento.
O projeto prevê a execução por fases, o que poderá permitir o início gradual dos atendimentos, conforme a infraestrutura e os serviços forem sendo implementados.
Além da estrutura física, o projeto envolve um planejamento financeiro complexo, que combina recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) com o apoio da sociedade civil e da iniciativa privada, prática comum em hospitais de referência em oncologia no Brasil.
Especialista em oncologia pediátrica, o médico Jairo Cartum destacou a relevância de um equipamento exclusivo para esse tipo de atendimento, pois o tratamento do câncer infantil exige equipes altamente especializadas e estrutura adequada. Esses fatores impactam diretamente no diagnóstico precoce e no prognóstico das crianças.
“Um hospital de oncologia pediátrica faz muita diferença. É um legado para a região e uma necessidade diante do vácuo existente hoje”, afirmou o oncologista.
A expectativa do Consórcio ABC é incluir o tema como ponto de pauta na próxima assembleia da entidade, quando a proposta deverá ser apresentada oficialmente aos prefeitos da região para pactuação dos próximos passos, informou o secretário-executivo do Consórcio ABC, Aroaldo Silva.
“A construção de um hospital oncológico pediátrico regional é um projeto estruturante, que exige diálogo, planejamento e união de esforços. Nosso papel, enquanto Consórcio ABC, é articular os municípios, o setor da saúde e a sociedade civil para transformar esse estudo de viabilidade em uma política pública concreta, capaz de salvar vidas e deixar um legado permanente para a região”, ressaltou.







