A possível alteração na jornada 6×1 para caminhoneiros foi tema de reunião nesta semana, em Brasília, entre o presidente do Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg), José Ronaldo Marques da Silva, o Boizinho, e o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.
O encontro ocorreu em meio ao debate nacional sobre reorganização das jornadas de trabalho e seus reflexos sobre diferentes setores produtivos
No caso do transporte rodoviário de cargas, a discussão envolve aspectos específicos da atividade, como a gestão de escalas, os custos operacionais, o cumprimento de prazos logísticos e os mecanismos já existentes de controle de jornada e descanso.
Representantes do setor apresentaram ao ministro avaliações técnicas sobre os possíveis desdobramentos da medida na dinâmica do transporte profissional.
A preocupação central gira em torno dos efeitos práticos da mudança na estrutura das operações, especialmente em segmentos que exigem planejamento logístico rigoroso e integração com montadoras, concessionárias e centros de distribuição.
“O transporte rodoviário possui características operacionais próprias, com regulamentação específica de jornada e descanso. É importante que qualquer debate sobre alterações considere essas particularidades e seus impactos na cadeia logística”, afirma Boizinho.
Também participaram da reunião o vice-presidente da Federação Interestadual dos Cegonheiros (Feiceg), Ronaldo Marques da Silva, o Júnior, e o diretor jurídico da entidade, Elias Fazan, que contribuíram com análises jurídicas e regulatórias sobre o tema.
A discussão integra uma agenda mais ampla de interlocução institucional em Brasília e ocorre em um momento em que propostas de revisão da organização do trabalho ganham espaço no debate público.
Para o setor, o diálogo técnico é considerado essencial para avaliar os efeitos de eventuais mudanças sobre trabalhadores, empresas e a estrutura logística nacional.






