sábado, 4 de julho

Caminhoneiros negociam ficar fora da nova legislação sobre redução da jornada de trabalho

Lideranças do transporte rodoviário de cargas se reuniram esta semana com o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, para discutir os impactos da proposta de redução da jornada sobre a categoria.

Participaram do encontro o presidente do Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg), Boizinho, entidade que reúne mais de 5 mil profissionais especializados no transporte de veículos zero quilômetro em todo o Brasil, e o presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Diumar Bueno.

Durante a reunião, foi discutida a possibilidade de o transporte rodoviário de cargas ficar de fora de uma eventual legislação geral sobre jornada de trabalho.

A proposta é manter o tratamento já previsto para a atividade, permitindo que futuras adequações sejam negociadas diretamente entre trabalhadores e empregadores por meio das convenções coletivas.

O entendimento abrange todo o transporte rodoviário de cargas, incluindo os cegonheiros.

As entidades destacaram que a atividade possui regras próprias sobre tempo de direção, períodos obrigatórios de descanso e jornada, construídas para atender às características da profissão e contribuir para a segurança nas rodovias.

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Para Boizinho, preservar esse modelo significa reconhecer as especificidades de uma atividade essencial para a economia brasileira.

“Não buscamos um tratamento privilegiado, mas o reconhecimento de que nossa atividade possui características próprias, disciplinadas por uma legislação construída ao longo dos anos. O diálogo com o ministro foi muito positivo e reforçou a importância de que qualquer aperfeiçoamento seja construído por meio da negociação coletiva, respeitando a realidade de cada segmento e garantindo previsibilidade para trabalhadores, transportadores e toda a cadeia logística”, afirmou.

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