Poucos doces representam tão bem a cultura brasileira quanto o brigadeiro.
Presente em festas de aniversário, comemorações e momentos especiais, ele ganhou até um mês para chamar de seu: setembro é considerado o mês do brigadeiro, celebrando um dos doces mais queridos do país.
Mas surge a dúvida: o brigadeiro faz mal para a saúde ou pode fazer parte de uma alimentação equilibrada?
Segundo a Profa. Dra. Mariana Cristina Cabral Silva, professora e coordenadora do curso de Biomedicina do Centro Universitário Fundação Santo André (FSA), a resposta depende da quantidade consumida e dos hábitos alimentares da pessoa.
“O brigadeiro não precisa ser encarado como um inimigo da saúde. O problema não está em consumir um doce ocasionalmente, mas no excesso e na frequência. O equilíbrio continua sendo o principal ingrediente de uma alimentação saudável.”
O que há no brigadeiro?
A receita tradicional combina leite condensado, chocolate em pó ou cacau, manteiga e granulado.
O resultado é um alimento rico em carboidratos e gorduras, que fornece energia rapidamente, mas também apresenta alta densidade calórica.
“Por conter grande quantidade de açúcar e gordura, o brigadeiro deve ser consumido com moderação, especialmente por pessoas com diabetes, obesidade ou outras doenças metabólicas.”
Comer brigadeiro faz mal?
Segundo a biomédica, não há problema em consumir brigadeiro ocasionalmente dentro de uma alimentação equilibrada.
O risco está no consumo frequente e em grandes quantidades, que pode favorecer:
– ganho de peso;
– aumento da glicemia;
– elevação dos níveis de colesterol e triglicerídeos;
– maior risco de diabetes tipo 2;
– cáries;
– excesso de calorias na dieta.
“Nenhum alimento, isoladamente, determina a saúde de uma pessoa. O que faz diferença é o conjunto dos hábitos alimentares e do estilo de vida.”
Existe brigadeiro mais saudável?
Sim. Atualmente existem versões preparadas com ingredientes que reduzem a quantidade de açúcar ou aumentam o valor nutricional.
Algumas alternativas incluem:
– chocolate com maior teor de cacau;
– leite condensado com redução de açúcar;
– receitas com aveia ou biomassa de banana-verde;
– cacau em pó no lugar de achocolatados;
– versões sem adição de açúcar, quando indicadas.
“Essas adaptações podem tornar o doce mais interessante do ponto de vista nutricional, mas continuam exigindo consumo consciente.”
Brigadeiro também desperta emoções
A professora lembra que doces estão frequentemente associados às memórias afetivas.
“O brigadeiro faz parte da cultura brasileira e de muitos momentos felizes da infância e da vida em família. Alimentação também envolve prazer, convivência e aspectos emocionais, desde que haja equilíbrio.”
Como aproveitar sem exagerar?
A especialista recomenda algumas atitudes simples:
– consumir pequenas porções;
– evitar comer doces todos os dias;
– manter uma alimentação rica em frutas, verduras, legumes e alimentos in natura;
– praticar atividade física regularmente;
– beber água e manter bons hábitos de sono.
Saúde é construída todos os dias
Para a Profa. Dra. Mariana Cristina Cabral Silva, mais importante do que eliminar alimentos é desenvolver uma relação saudável com a comida.
“Restringir totalmente um alimento nem sempre é o melhor caminho. O segredo está em aprender a fazer escolhas conscientes, respeitando os limites do organismo e mantendo uma alimentação variada e equilibrada.”
Ela destaca que a Biomedicina contribui para compreender como os alimentos influenciam o funcionamento do organismo e para promover hábitos que previnam doenças.
“O brigadeiro pode, sim, fazer parte de momentos especiais. O importante é lembrar que saúde não depende de um único alimento, mas das escolhas que fazemos todos os dias. Aproveitar um doce com moderação é muito diferente de transformar o excesso em rotina.”
Informações institucionais
O Centro Universitário Fundação Santo André, Fundação Pública Municipal, tem mais de 70 anos, 100.000 alunos formados e conta com mais de 100 laboratórios, tem NOTA MÁXIMA junto ao MEC e conta com cursos na área de Direito, Negócios, Engenharia, Arquitetura, Química, Ciência da Computação, Ciência de Dados e IA, Sistemas de Informação, Gestão de TI, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Psicologia, Biomedicina dentre outros.
A Fundação Santo André conta com diversos programas de bolsa de estudos com o intuito de democratizar o ensino superior do País.
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