Inaugurada em 1972, a unidade Q3/CK da Braskem, em Santo André, acompanhou algumas das principais transformações da indústria petroquímica brasileira.
Primeira planta petroquímica do Polo do ABC, a unidade contribuiu para a consolidação da cadeia petroquímica nacional e, ao longo de 54 anos, passou por ampliações de capacidade, modernizações tecnológicas e importantes avanços operacionais que ajudaram a fortalecer sua relevância para o setor.
Responsável por um processo estratégico para a cadeia petroquímica, a unidade evoluiu continuamente em tecnologia, confiabilidade e segurança, acompanhando as mudanças da indústria e contribuindo para o fornecimento de insumos presentes em produtos utilizados diariamente pela população em segmentos como saúde, construção civil, transporte, higiene e embalagens.
Parte dessa trajetória pode ser contada por quem acompanha a evolução da unidade há décadas.
Os engenheiros de produção Eduardo Francisco Cesar e Amiris Garcia, integrantes da Braskem, vivenciaram importantes momentos da história da Q3/CK e seguem contribuindo diariamente para o desenvolvimento de uma operação que permanece estratégica para o ABC e para a indústria petroquímica brasileira.
Eduardo iniciou sua trajetória na então Petroquímica União (PQU) em 1994. Desde então, acompanhou importantes transformações da unidade e da própria indústria petroquímica nacional.
“Quando entrei pela portaria e vi aquele processo pela primeira vez, tive certeza de que era ali que queria construir minha carreira. Ao longo dos anos participei de diferentes operações, projetos e momentos importantes da planta. Sempre fui apaixonado pela área industrial e pela possibilidade de aprender algo novo todos os dias”, relembra.
Ao olhar para a história da unidade, Eduardo destaca a capacidade de adaptação da planta diante das transformações vividas pela indústria ao longo das últimas décadas.
Entre os momentos que mais marcaram sua trajetória estão a privatização da PQU, a formação da Quattor e, posteriormente, a integração à Braskem.
Para ele, um dos grandes diferenciais desse período foi a ampliação da troca de experiências entre profissionais de diferentes regiões e operações.
“Com a Braskem passamos a compartilhar experiências e conhecimentos com equipes de outras regionais. Essa troca técnica e humana trouxe uma riqueza enorme para todos nós e ajudou a fortalecer a evolução dos processos e das pessoas”, afirma.
Ao longo desse período, a unidade também recebeu investimentos importantes que contribuíram para ampliar sua competitividade e confiabilidade operacional.
Projetos como a cogeração de energia, o Aquapolo e diferentes iniciativas de modernização ajudaram a preparar a planta para novos desafios e para uma indústria em constante transformação.
Quando fala sobre a evolução da Q3/CK, Amiris Garcia destaca a transformação da cultura de segurança como uma das mudanças mais significativas vivenciadas ao longo de sua carreira. Integrante da operação desde 1992, ele acompanhou de perto a evolução dos processos e da forma de trabalhar dentro da unidade.
“A principal mudança ao longo dos anos foi a filosofia operacional. Antes, o foco era manter a planta operando a qualquer custo. Hoje, a segurança vem em primeiro lugar. Esse amadurecimento transformou a forma de trabalhar e de tomar decisões”, destaca.
Para Amiris, a evolução tecnológica também teve papel fundamental na transformação da unidade.
Ao longo das décadas, a planta passou por um amplo processo de modernização dos sistemas de controle, automação e instrumentação.
“A evolução dos sistemas de controle e da instrumentação mudou completamente o perfil da planta. Mas os fundamentos operacionais continuam sendo essenciais para entender os processos e garantir uma operação segura e eficiente”, explica.
Na visão dos dois engenheiros, a capacidade de adaptação, o desenvolvimento das pessoas e a busca constante por excelência operacional ajudam a explicar a longevidade da unidade e sua relevância para a indústria petroquímica brasileira.
Hoje, ao olhar para a planta, Amiris destaca o orgulho de fazer parte da história de uma unidade que continua relevante para o setor.
“Esta unidade foi pioneira e histórica para o país. Continua sendo uma unidade de vanguarda. Uma unidade petroquímica não tem limitação de vida. Ela é eterna desde que seja cuidada”, conclui Amiris.







